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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Luz

Abro o meu coração
Ele espera receber-te
Deixa que o invadas de paixão
De sonho e fantasias por pertencer-te

Um pontão com sentimentos agarrados
Numa paisagem que segreda
O que os olhos cantam
Num segredo escondido no que eles ainda proclamam.

Sei o que significa,
Sei muito mais do que queria
Numa luz que brilha, fixa, fica
Sonho, ilusão, mera miragem, apenas o que gostaria

De tudo o que já amei
E tudo o que já agarrei
Deixei, perdi, não me importei
Hoje fico, nas promessas que fiz ao vento

Nos sorrisos ainda marcados,
Nos momentos ainda recordados
No sentimento que brilha, mas não vence
Na ilusão, permanente, no meu olhar que a ti pertence

Sou rainha,
Sem abrigo,
Não sou nada...

Meramente o reflexo da luz que me atinge,
Desse brilho que já não se finge,
Desse Encanto poeta, segredado ao ouvido
Nesse Paraíso encantado,
Nesse Amor proibido!

Sou eu, parte de ti...
E tu... Parte da Nossa História!

sábado, 5 de junho de 2010

Lágrimas minhas

Palavras minhas
Promessas que tinhas
Sendo meus os sonhos
Que juravas e prometias,
Discursavas e sorrias
Fulgor do coração
Das palavras que proferias,
E quando ias embora,
Ainda as minhas lágrimas tinhas.

Eram essas minhas,
Em simultâneo tuas
De verdades nuas,
De certezas cruas
De rostos e páginas vazias
Questionava-me ainda do que te rias

Seria de mim, ou do que sentia
Seria do que fazia,
Ou unicamente do que proferia?
Seria do pensamento,
Ou da ilusão,
Seria do terror, firmamento
Da paixão, ou obssessão?

Quem sabe seria,
Do gesto que ainda te pertencia
Do segredo que ainda carregava
E da paixão que ainda te segredava.
Talvez fosse,
Do pensamento ilustre que voava
Da ilusão que cantava
E das lágrimas que causava,
Minhas, e não sei se alguma vez...
Tuas!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Água que cai


Sinto-me afundar na água que cai
Num rasto solto que se esvai
Os dissabores
Arrancam o gosto dos sabores

Que alimentavam um peito,
De um gosto absolutamente feito
Pelo carinho, pelo amor, pela coragem
Afastada, protegida de qualquer margem

Sinto que o que carrego,
Torna-se mais pesado que o meu próprio corpo
Não existem emoções, ou sentidos de ferro
Mesmo quando o pensamento parece morto

Uma e outra lágrima que rola no meu rosto
Já conhecem cada canto
Não existe como fugir do pranto
Que me afoga, que me sufoca em cada olhar fosco

Quero confessar-te agora que ninguém consegue ouvir,
Com o som da chuva que cai, não existe como resistir
Ao querer segredar-te um "Amo-te" tão terno,
Fazendo-te crer, num sentimento perdurável, eterno...

PV

sábado, 12 de dezembro de 2009

A lágrima da Amizade



Quem me dera esconder,
O sentimento que a minha alma deseja desenvolver
Suster, os segredos de um coração
Que não pode ser correspondido pela razão

Saltar, e planar...
Com as minhas asas irreais, desejar, alcançar...
Divagar sobre montes, procurando um lugar
Onde pudesse achar o amor que não creio encontrar

Chegar perto, possivelmente
Ficar de longe, o mais certo
Dói tanto o acto tão sublimemente, descontente
Querendo chegar perto, dizer-te... Pertenco-te!

Pertenco a um homem que não me ama,
A uma ilusão que não me acompanha
A um segredo que guardo
A um desejo que apago

Amizade, termo correcto?
Termo certo...
Palavra que não menciono,
Sentimento que não sinto...

Chegar perto?
Talvez... Seja melhor não
Deixar o vento disfarçar a lágrima que amizade traz
E acreditar que eu própria serei capaz

Capaz? De deixar levar,
O sentimento que tu, meu amor, não me poderás dar
Daquele beijo que não podes sentir, tal como eu
Daquele abraço... Desta dor que me envolveu

Amizade...
Amizade...
Amizade...

Escuto, menciono, creio
Mas sem sentir, perdoa-me
Deixa a lágrima rolar,
O sentimento falar, expressar...
Deixa o amor vingar a amizade que teima vencer

Amanhã, possivelmente
Na chuva que cai a potes
Eu me desvaneca,
De todo o amor apresionado nas minhas fontes
E aí consiga dizer:
Sou tua amiga!

PV

terça-feira, 17 de novembro de 2009

"Estou contigo!"


Tudo parece estar tão frio e gelado, tão forte e intenso, tão quente e tão mágico. Tudo parece desafogar o que subsiste e persiste em afundar-se em sentimentos profundos, apreensivos. A noite volta a dizer “Até logo”, ao dia que já se despediu. Pronuncia “Olá” num tom oculto, mas sentido pelos que esperam ver o seu romper no céu. Sente-se, de facto, a magia da noite. Das palavras proferidas tão simples quanto complexas, tão escassas quanto vastas, mas essencialmente na dimensão do poder que contêm, elas são magnificas. Estas palavras, tão acanhadas quão sublimes, tudo quanto posso dizer parece-me tão limitado para o que vales.
Esta noite menciono á própria noite “estou contigo”, na confiança que ela faça chegar a ti o poder do meu sentimento, ou quem sabe, possivelmente só a minha presença. Pretendo permanecer diante o mesmo espaço que ocupas não só esta noite, mas no tempo que um dia ocupa, no tempo que delonga a terra a girar sobre si própria e ao mesmo tempo, o meu mundo a girar em volta do teu.
O sentimento circunstancia que ter-te por perto é algo capaz de mover o que o próprio tempo não é capaz. Provavelmente porque no Universo não existe tempo, senão o “agora” e “depois”, tal como o sentimento “Gosto de ti agora”, “irei gostar mais de ti depois”. Após cada minuto passar, e cada ponteiro do relógio avançar, prenuncio baixinho e na mais pura das certezas que hoje, sou tua por inteiro. Não para te ouvir, mas para te escutar. Não o faço por retribuição de todas as vezes que também o fizeste e agradeço, ao invés disso, faço-o por necessidade de estar presente na tua vida, essencialmente e principalmente nos momentos que mais necessitas de suportar e ultrapassar as barreiras que tentam impedir-te de conquistares o mundo. Essa conquista está em ti, e o mundo está nas tuas mãos. Eu sou parte do chão da calçada que caminhas levemente quase em voou, sem o tocar. Para ter a certeza que cada passo que dás, não será de certo uma armadilha, estarei lá para suportar o teu peso, e o peso do teu sofrimento.
Sempre que a vida, te virar as costas. Ou sempre, que alguma circunstância te faça tropeçar, irei lá estar, presente. Nas lágrimas e palavras ocultas, no desespero e inquietude do teu pensamento, eu vou lá estar para suportar o peso da tua Alma.
E a minha presença vai subsistir na força em te erguer, nas palavras tantas e quantas terei para dizer. Essencialmente dir-te-ei muito mais que pudesse dizer vulgarmente, não por ser um momento diferente, mas por ser aquele que mais necessitas de sentir que gosto verdadeiramente de ti. Entre tantas coisas que te irei dizer, entre tantas coisas que te farei sentir, vou querer apenas que sustenhas no teu pensamento, e no percorrer do teu caminho escrevas sem deixar que tempestades possam apagar duas simples palavras:
“Estou contigo!”.

sábado, 14 de novembro de 2009

Mundo sem Cor


As noites arrefecem á medida que os dias passam. O vento dança solto e leve, as nuvens vestem o céu e as estrelas parecem desenhar o que a nossa imaginação tenciona levar mais além nos desejos, e sonhos. As luzes da rua apagam-se uma a uma e reúnem um espaço vazio, sombrio e intensificado pelo poder da minha alma em reflectir-se na luz oculta do mundo. Nenhuma luz, apenas no longínquo espaço, uma e outra estrela, criando entre elas linhas imaginárias. Fazia hoje três meses, desde aquele primeiro dia em que beijaste oficialmente como tua Namorada. Em que os passarinhos chilreavam, os sorrisos se completavam, as estrelas se contemplavam, e do meu ser sentimentos únicos te miravam. Três meses, que também só o próprio tempo os pode salvar. A dor antecede os gritos incapacitados de impedir uma partida já feita. Cada traço do teu rosto, cada parte do teu corpo, reconheceria mesmo de olhos fechados. Reconheceria o toque, o teu toque se não te visse. Afinal, ainda sinto o teu cheiro, que mais que mágoa, deixa a insistência de uma persistente saudade. A cada dia que passa, tento travar a inquietude do coração e tornar, possivelmente, tudo uma mera e simplicíssima lembrança. Porém, em vão o tento, quando cada gesto ainda guardo e lembro. O mundo surge apagado de qualquer sentimento feliz que possa ter outrora brotado. E como se no vazio consistisse a vontade que tenho em que persistisses ter-me de volta, quem sabe, só mais uma vez.

domingo, 1 de novembro de 2009

Tu, distante aos meus olhos


Miragem libertada de emoções e sentimentos, presos e ofegantes querendo se expressar. Lágrimas que percorrem a alma, arrepios intensificados com dores e bloqueios físicos, desejando somente que o cérebro tudo controle, tudo acalme. No silêncio ouvir-te, no desejo sentir-te, e na inconformidade a procura, e na procura… O encontro do teu ser!
O meu erro é amar-te mais, do que possivelmente me amo a mim própria. Porque se assim não o fosse, já te teria esquecido pela raiva que o sentimento já pudesse ter consumido.
Lá fora estás tu, sorris. Mas não consigo sentir-me feliz por esse facto. Quem sabe para assim estares tivesse sido somente necessária a tua partida.
A janela dá-me encontros de vários caminhos, também de várias escolhas.
E ao abri-la, rapidamente fecho-a… Estás para além dela!
O meu olhar tenta ir ao encontro do que quero, mas que nunca mais voltarei a ter.
Partiste para sempre, e diariamente, sempre que abro os olhos em cada dia que amanhece, questiono-me porque me mentes, porque persistes na mentira de gostar de mim.
Possivelmente, talvez fosse mais fácil, verdadeiro, honesto e real exprimires o facto de o sentimento mudar. No entanto, preferes continuar a fazer-me pensar que querias estar, que me continuas amar. Ensina-me… se me ensinaste a amar-te, faz-me hoje ser capaz de desprezar-te! Fazer-me não sentir nada quando passas por mim, ao invés de ficar sem controlo dos meus próprios nervos.
Não suporto a ideia de passares por mim, e não te falar. Simplesmente de longe observar-te e num silêncio acreditar que me pudesses ter ouvido, sentido pelo menos.
Se a ti já não te diz nada, temo estar dependente… Porque a mim diz-me muito… Diz-me tudo. És a causa da minha maior dor envolvente.
Patrícia Vieira

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Deixa cair a máscara


As memórias rompem-se no silêncio, lá fora, a chuva cai e as lágrimas escorregam lentamente pela janela entreaberta. Ouve-se uma, e outra pinga... Enquanto a intensidade vai aumentado ao longo dos instantes. Estava deitada, silenciada pela voz que não me conformo, mas é a voz da razão. Ao ouvir os passos alheios do vizinho de cima, ou do lado, talvez... Não consigo me aperceber de onde surge o toque, apenas se presiona na minha cabeça, impedindo-me de tomar qualquer pensamento. Olhos abertos perante o escuro, e... tudo quanto consigo dizer que observo é "Nada"! Sinto as coisas, mas olho em frente, apenas o escuro... olho para o lado, apenas o escuro... olho para trás, apenas o escuro... Percorro o quarto com as minhas mãos, sinto os objectos. Pego num, abro os olhos e... Nada! Quarto preenchido de um vazio, quarto preenchido por nada! Vou ao encontro das vagas luzes que reflectem no vidro da janela, olho lá para fora, abrindo a janela... Agora chovia a potes sem parar, sem sequer diminuir um pouco a intensidade. Já só me era perceptivel o som da chuva a cair permanentemente e cada vez com mais força, como se conseguisse existir uma transparência de desejos, e pensamentos entre o meu pensamento e a natureza. Finalmente conseguia sentir-me compreendida.
Os corações ficam esgotados, iludidos, magoados, apresionados pelos sentimentos que se alojam em consequência de emoções que provocam. Questões imensas, repetidas algumas delas, e são básicas na sua construção "Porque tem de ser assim?", porém complexas, ou talvez mesmo sem resposta.
Hoje deixo cair a máscara para o mundo ver. Ontem sorria, hoje vêem-me de rastos a sofrer. As lágrimas percorrem o meu rosto, e pouco ando, o movimento que tenho é conseguido através de arrasto.
Olho o céu, parece que as "luzinhas", os pontos luminosos desapareceram... Para deixar cair a chuva fria, que cai sobre a minha gélida pele.
Já começa a ser madrugada, o sol irá nascer, mais uma vez, possivelmente. No entanto, sustenho o desejo que as nuvens o afoguem, o detenham. Para que o dia permaneça longiquo dos demais, e na compreensão e transparência da minha alma.
Vou ficar aqui enrolada nos meus próprios braços, absolutamente gelados. Na esperança que pelo menos o frio diminua.
Um amor como este, pensei não viver. Mas quando vivi, temi perder. Agora que perdi, cansei-me de percorrer os mesmos lugares, caminhos...
Vou deixar cair a rosa... Vou deixar cair a máscara... Vou deixar os pensamentos susterem as palavras, e os desejos permitirem a minha sobrevivência ainda que em meras ilusões.
Patrícia Vieira
28.Out.2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Acabou...



As lágrimas que me escorrem na Cara
Amanhã, não as verás mais,
Os meus olhos, e os meus passos, um novo futuro encara
Não existem mais segredos, nem sequer mais sinais

Segue em frente,
O teu coração junto a mim já estava ausente
Deixa ficar, os planos que sonhamos,
Ou quem sabe somente as confissões que partilhamos

Não sei para onde vais,
Já nem sei o que sentes
Lágrimas quentes,
Sonhos ausentes...

Desejo-te a felicidade que procurei,
Os desejos que lutei e neles derrotei
Tanto quanto mais a magia alucina as estrelas
Desejo-te... Que caminhes e encontres
No desejo, sonho e pensamento...
Cada desejo que me escondes!

Patrícia Vieira
26.09.2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ó morte


Tristes são os enredos da solidão
Imaculada, senhora sem coração
O olhar escondido,
Não transparece nem um sentido escolhido.

No silêncio dos meus passos,
Sombra minha, sobre cansaços
E… Ó minha morte, chama…
Todo o meu nome, á tua voz, proclama.

Na tua gélida pele
Eu grito e toco-lhe,
No seu olhar foco-lhe
Um sorriso forçado de mel!

Triste senhora, és dona, és minha
Razão única sem qualquer adivinha
Quero entrelaçar-me nos teus braços,
Caminhar contigo e escutar os nossos passos.

Ser única, ser nada, ser ninguém…
Por nenhum instante me julgaram alguém
E ser a tua vaga luz,
Que te queima e aprisiona na tua cruz.

Patrícia Vieira
22.Abril.2009